PublicidadeDesembargador Alcides Gusmão decide na próxima semana se prefeitura deve convocar concursados irregulares
Victor Avner - victoravner@yahoo.com.br
O Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ/AL) deve decidir nessa semana se candidatos aprovados em concurso fraudado em Paripueira podem assumir seus cargos. Entretanto, outro processo que ainda está correndo em primeira instância não definiu a validade do concurso. Os concursados haviam sido nomeados no final do mandato do ex-prefeito Henrique Manso, filho do desembargador Orlando Manso.
O problema começou em 2007, quando o concurso foi realizado em Paripueira para preencher quase 200 cargos da administração municipal. Os salários variavam de R$ 1.500,00 a R$ 3.000,00, o que não é muito para o padrão da economia atual. Mas isso não desviou o olhar de rapina dos predadores da política alagoana.
Quando da publicação do resultado do concurso, duas listas foram divulgadas. A Dinâmica Consultoria, empresa responsável pela realização do concurso, entregou uma lista com os aprovados no dia 2 de abril de 2008. Porém a segunda lista, divulgada no dia 11 do mesmo mês trazia mais alguns nomes entre os aprovados. Tratava-se de parentes de juízes, desembargadores e políticos ligados ao então prefeito do município. Até mesmo um ex-vereador de Paripueira apareceu repentinamente na lista de aprovados.
Da redação
Alcides Gusmão decidirá se aprovados em concurso fraudeulento devem trabalhar
As anomalias no concurso foram observadas pelo Ministério Público de Alagoas (MP/AL), que pediu sua anulação na Justiça. Apesar disso, Henrique Manso nomeou os "aprovados" cerca de 20 dias antes de terminar seu mandato. Acontece que eles foram exonerados pouco depois que Abrahão Moura assumiu a prefeitura do município, por causa dos indícios de que ilegalidades teriam ocorrido no certame.
Contudo, os concursados que foram exonerados entraram com uma Ação de Reintegração ao Serviço Público no TJ/AL. Eles alegam que têm o direito de reassumir suas funções na administração municipal, mesmo com diversas fraudes tendo sido identificadas pelo MP/AL. O Procurador-geral de Justiça Afrânio Roberto Pereira de Queiroz defende que os concursados voltem ao trabalho porque não teriam tido direito à ampla defesa.
A decisão está nas mãos do desembargador Alcides Gusmão. O magistrado deverá escolher pela volta dos aprovados no concurso fraudulento ou na manutenção dos atuais trabalhadores do município. Gusmão se tornou o responsável pelo processo após vários desembargadores serem considerados suspeitos para atuar no caso - muitos parentes também haviam sido aprovados.
Vale frisar que até agora o juiz responsável pela Comarca de Paripueira não decidiu se o concurso pode ser considerado válido ou não. Isso significa que ainda que o desembargador Alcides Gusmão decida pela volta dos funcionários concursados, eles podem ser novamente exone-rados pelo prefeito. O resultado dessa confusão envolvendo interesses espúrios será o prejuízo para a população de Paripueira, que pode ter os serviços públicos municipais entravados por causa do imbróglio jurídico.
De acordo com a procuradora do município, Luciana Omena, a prefeitura pretende realizar concurso público para o preenchimento das vagas em aberto. "A intenção do prefeito é fazer um concurso público. O que não podemos fazer é realizar outro concurso público enquanto não sair uma decisão dizendo se esse foi válido ou não", afirma.
APROVADOS E PARENTESCOS - Como procuradora do município foi aprovada Wanessa Alzyra Gomes de Barros, cunhada de Maíze Manso - irmã de Henrique Manso -, filha do ex-deputado João Neto e esposa do deputado Nelito Gomes de Barros. A assistente da procuradora seria Ana Carolina Cristina Barbosa Manso, mais um membro da família Manso.
Carla Lins Calheiros é filha da juíza Maria Valéria Lins Calheiros e foi aprovada para o cargo de odontóloga do PSF. Ainda que ela não assuma, a filha do vereador Arnaldo Fontan e filha da desembargadora Ester Manso, Cristina Flávia Acioli do Carmo Fontan fica com o cargo.
Zelma Pedrosa de Oliveira Rossiter Correia, aprovada como Médica do PSF, é amiga da família do ex-prefeito Henrique Manso e mãe do ex-vereador Zenisson de Oliveira Rossiter.
Francisco Henrique Mata Machado, que ficou com o cargo de Tesoureiro, foi chefe de Gabinete da prefeitura e ex-secretário municipal na gestão de Henrique Manso. O segundo colocado, Leandro Medeiros Magalhães é filho do desembargador James Magalhães, que por sua vez é amigo do conselheiro-taturana Cícero Amélio.
As ligações suspeitas foram apuradas pelo MP/AL, que pediu a suspensão do concurso público.
gerente do banco Brasil, da região do sertõa a fonte - 06.08.2010 - 16:13
NOSSO GUIA E A TEORIA PETISTA DA IMPRENSA
A batatada de Lula em sua entrevista ao repórter Kennedy Alencar reflete, de forma tosca e resumida, a opinião do comissariado de informações do Planalto e da nação petista sobre os meios de comunicação. Ele disse o seguinte: “Não acho que o papel da imprensa é fiscalizar. É informar. (…) Essa informação pode ser de elogios, de denúncias. (…) Para ser fiscal tem o Tribunal de Contas, a Corregedoria-Geral da República, tem um monte de coisas”.
Nesse modelo não haveria lugar para as recentes denúncias de torturas de presos por agentes do governo americano. Muito menos para o caso Watergate, que acabou derrubando um presidente dos Estados Unidos. Mensalão? Nem pensar. Em todos os casos foi a ação fiscalizadora da imprensa que disparou e permitiu as investigações.
Não se tratou de uma bobagem do tipo “quando Napoleão foi à China”. O comissariado realmente acredita que há uma conspiração da imprensa contra o governo e sonha com a construção de um novo modelo para os meios de comunicação brasileiros.
Noves fora a tentativa de expulsão do jornalista Larry Rother, Nosso Guia jamais moveu um dedo contra alguém por conta do que disse dele ou de seu governo. Feita essa ressalva, fica o registro de que é grande a simpatia do comissariado pelas iniciativas do coronel Hugo Chávez na Venezuela. Uma compreensão paternal: “Não concordo, mas entendo”.
Todos os governos acham que são perseguidos por conspirações da imprensa, mas Nosso Guia estimula seus paranoicos. Sem fiscalização, ele continuaria falando em “Corregedoria-Geral da República”. Isso não existe, o nome certo é Controladoria-Geral da União e seu titular é escolhido pelo presidente.
TJ UM PLENO DE MARACUTAIAS. - 04.08.2010 - 07:59
Só falta fazer igual ao Lucas Dória e a Marina Gurgel, referendar a classificação no concurso na maracutaia do PLENO DO TJ.
silvamm - 01.08.2010 - 13:29
Não vai dar em nada......o Des. Manso, safado, corrupto, ladrão, não vai permitir desmoralizar a imagem do filho, que vai na mesma onda dele. Ô terra desgraçada....o tsunami vai chegar e acabar com tudo aí.....inclusive com o TJ.
Maria - 31.07.2010 - 21:46
Vcs percebem como em alagoas poucos são os profissionais concursados aprovados sem maracutaia? Com isso fica provado que o alagoano se junta aos políticos tmb alagoanos, escórias do mundo, e como preguiçosos e burros, topeiras que são, ocupam vagas de quem estuda e passa nos concursos. Quem perde é a sociedade, mas como são sem ética e trapaceiros não estão nem aí e dizem mais que venha Collor.
João Batista - 31.07.2010 - 06:54
Bonitões a era das trevas acabou. Procure suas turmas no inferno. Salmo 107.17 neles.
João Batista Martins - 31.07.2010 - 06:50
Normal. vai sim.Salmo 107.17 neles
paulo - 30.07.2010 - 12:19
O ideal é realizar outro concurso público já que este esá 'manchado' com fraudes .