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Extra Alagoas - AL
01/09/2010 - 11:41

Nas “barbas” dos tribunais

José Arnaldo Lisboa Martins jalmartins@ibest.com.br

Estou voltando ao assunto sobre pesquisas, porque não aceito alguns percentuais que estão sendo divulgados. Estão manipulando os resultados, para influenciarem os eleitores. Minha empresa vem fazendo pesquisas em vários municípios de Alagoas e, os resultados obtidos junto aos eleitores, estão muito diferentes dos registrados e divulgados pela imprensa. Há uns 21 dias, eu falei sobre duas pesquisas de Institutos diferentes, feitas no mesmo dia, uma dizendo que Dilma estava empatada com Serra e a outra dizendo que Dilma estava 9 % na frente do concorrente. Os 9 % da diferença, correspondem a 12 milhões de votos, num universo de 136 milhões do eleitorado brasileiro. Uma semana depois, o mesmo Instituto disse que Dilma já estava com 20 % na frente do Serra, sem nenhum motivo que justificasse tamanho aumento da diferença. Ora, 20 % a mais, quer dizer que Dilma está na frente em 27 milhões de votos e, estes milhões correspondem a todos os eleitorados juntos, dos Estados da Bahia, de Pernambuco, do Ceará, da Paraíba, de Sergipe e de Alagoas. É como se, nestes 6 Estados, Serra tivesse tido Zero % de preferência e a Dilma 100 % dos votos.

A matemática desmascara os Institutos mentirosos que estão zombando dos Tribunais, dos Partidos, dos Candidatos e dos Eleitores. A tática dos mentirosos, agora, é baixarem as diferenças, depois de já terem influenciado os eleitores. Nesta semana, o GAPE de propriedade do Collor, disse que ele estava com 38 % e Ronaldo com 23 %, nas intenções de votos, portanto, com uma diferença de 15 %. No mesmo dia, o IBOPE disse que Collor estava tecnicamente empatado com Ronaldo, este 29 % e Collor com 28 %. Com base nas pesquisas que já fizemos, sei quem está certo e quem está errado, mas, aqui só quero denunciar as maracutaias, com base nos números que elas mesmas divulgam. O povo precisa saber o que quer dizer "um erro pra mais ou pra menos", que os Institutos se preocupam em divulgar e que não interessam aos eleitores. Se numa pesquisa eles disserem que o erro é de 3 % pra mais ou pra menos, e ao abrir as urnas a diferença for de 6 %, eles irão dizer que acertaram. Os erro por eles divulgados, são para esconderem as manipulações.

A Resolução do TSE para Pesquisas Eleitorais. é enorme, de 8 laudas. Por ela, um Instituto só pode divulgar resultados, se disser quantas pessoas entrevistou, em quais dias, em quais locais, quem contratou, quem pagou, qual a origem do dinheiro, qual o método utilizado, etc, etc. Nada disso impede resultados mentirosos. Nenhuma fiscalização, partido ou candidato inconformado, vai voltar às cidades e povoados para saberem quantas e quais pessoas foram ouvidas. Teria que fazer outra pesquisa em cima da anterior, ouvindo as mesmas pessoas, nas mesmas localidades, com os mesmos pesquisadores e os mesmos quesitos. O Instituto desonesto, pode preencher as "fichas de campo" que bem entender, dentro de um gabinete. Ninguém vai mais saber quem preferiu Dilma, Serra, Téo, Ronaldo ou Collor. A Resolução do TSE e os Registros no TRE, de nada adiantam para evitar resultados mentirosos. Ninguém vai saber se foram ouvidas as 2.000 pessoas, onde elas se encontram e quais as suas preferências ou rejeições. Os que elaboraram e aprovaram a Resolução, não sabem como são feitas as pesquisas. Quando um Instituto diz que entrevistou 2.000 pessoas em 170 municípios, está dizendo que ouviu a opinião de 12 pessoas, apenas, em todo o município do Rio de Janeiro, 12 pessoas em toda São Paulo, 12 em toda Belo Horizonte e assim por diante. Deveriam ser proibidas as divulgações de pesquisas, pois, só deveriam servir para o planejamento das campanhas, pelos partidos ou candidatos.

Final - Agradeço aos leitores assíduos e amigos: Helvécio Afonso de Melo, Jurandir Araújo Omena e Coronel Cláudio Omena.

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